O PROJETO

Istmo é um projeto do Instituto Cultural Torus voltado à inserção das artes visuais do Rio Grande do Sul no contexto sul-americano. A iniciativa articula o encontro entre a cena artística local e curadoras, pesquisadoras e agentes culturais de oito países da América do Sul: Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Colômbia, Equador, Bolívia e Paraguai. Ao longo do processo, as curadoras acompanham e analisam a produção de 40 artistas do estado, além de estabelecer contato com instituições, iniciativas independentes e instâncias públicas da área cultural.

O projeto estrutura um campo de interlocução profissional que favorece intercâmbios, circulação e a consolidação de vínculos, ampliando possibilidades de colaboração entre artistas, curadoras e instituições e criando condições concretas para que a produção contemporânea do Rio Grande do Sul dialogue com outros contextos latino-americanos.

Criado pelos artistas, curadores e pesquisadores Laura Cattani e Munir Klamt, Istmo integra a pesquisa e a atuação internacional desenvolvidas pelo Instituto Cultural Torus, consolidando redes de colaboração e ampliando as conexões da cena artística gaúcha.

Estão abertas as inscrições para artistas de todo o Rio Grande do Sul interessados em ampliar a circulação de sua produção no contexto sul-americano. A chamada busca reunir artistas em diferentes momentos de trajetória para apresentar seus trabalhos a curadoras convidadas de diversos países da América do Sul, por meio de leituras de portfólio e encontros profissionais. É uma oportunidade de inserir sua pesquisa em um circuito ampliado de interlocução latino-americana, fortalecendo redes e expandindo horizontes de atuação.

As pessoas selecionadas apresentarão seus portfólios a curadoras internacionais, estabelecendo interlocuções críticas e possíveis desdobramentos e intercâmbios. Ao todo, serão selecionados 40 artistas. A seleção segue diretrizes de diversidade e inclusão, com parte das vagas destinadas a grupos historicamente sub-representados. Também serão oferecidas sete bolsas de mobilidade para artistas de baixa renda, viabilizando a participação presencial nas atividades em Porto Alegre.

Convidamos artistas de todo o estado a se inscreverem e integrarem este processo de diálogo e circulação internacional.

 

Curadoras de oito países da América do Sul desembarcam em Porto Alegre para uma imersão de sete dias dedicada ao conhecimento aprofundado da cena artística do Rio Grande do Sul. A programação articula encontros com artistas, visitas a ateliês, instituições culturais, espaços independentes, universidades e instâncias públicas ligadas à cultura.

Com mediação do Instituto Cultural Torus, a iniciativa promove leituras de portfólio, conversas curatoriais e visitas técnicas, criando um ambiente estruturado de intercâmbio profissional. O projeto busca consolidar redes de colaboração entre artistas, curadoras e instituições, ampliando a circulação da produção local e fortalecendo sua inserção no contexto latino-americano.  Ao longo da semana, as atividades favorecem a construção de vínculos duradouros, estimulando parcerias, convites curatoriais e futuros desdobramentos institucionais.

 

Como parte da programação, o projeto realiza um curso de extensão em parceria com o Instituto de Artes da UFRGS e o Centro Cultural da UFRGS. Intitulado Caminho do Peabiru, o curso propõe uma travessia simbólica pelos circuitos artísticos sul-americanos contemporâneos.

Em cada encontro, uma curadora convidada apresenta o contexto artístico de seu país de origem e compartilha aspectos de sua prática curatorial, abordando referências, metodologias e oportunidades de circulação no cenário latino-americano atual.

Os encontros são gratuitos, abertos ao público e oferecem certificação pela UFRGS para participantes inscritos. Para além da dimensão formativa, o curso amplia o acesso às discussões do projeto, aproximando estudantes, artistas, curadoras, pesquisadores e profissionais da cultura.

O título faz referência à milenar rede de trilhas indígenas que conectava o sul do Brasil ao Império Inca, no Peru. Essa rota ancestral possibilitava trocas culturais, comércio e deslocamentos de povos entre o Atlântico e a Cordilheira dos Andes — evocando, aqui, a ideia de circulação, encontro e intercâmbio que orienta a proposta do curso.

A mostra reúne obras de artistas gaúchos selecionados pelas curadoras internacionais participantes do projeto. Intitulada Istmo – Linhas Tracejadas, a exposição é apresentada na sala virtual do Instituto Cultural Torus, concebida como um espaço digital de visualização e articulação das produções destacadas ao longo do processo.

A plataforma amplia o acesso às obras e organiza os trabalhos em um percurso expositivo online, permitindo que públicos de diferentes localidades conheçam a produção contemporânea do Rio Grande do Sul. Ao reunir essas escolhas curatoriais em um mesmo ambiente, a exposição documenta um momento específico do projeto e evidencia as conexões estabelecidas entre artistas e curadoras no contexto sul-americano.

O catálogo reúne os 40 artistas selecionados e as 10 curadoras convidadas, apresentando imagens das obras, informações biográficas e um texto crítico que sintetiza as convergências, tensões e diversidades presentes no conjunto da seleção.

A publicação inclui um ensaio de Laura Cattani e Munir Klamt, idealizadores do projeto, no qual são apresentados os fundamentos conceituais de Istmo, suas motivações, estratégias de articulação sul-americana e os desdobramentos institucionais e curatoriais da iniciativa. O texto situa o projeto no contexto da produção artística do Rio Grande do Sul e explicita os critérios e processos que orientaram sua construção.

Com aproximadamente 168 páginas, o catálogo será disponibilizado em formato PDF, com apoio do selo editorial Névoa.

 

O projeto contempla a realização do documentário Ponto Vélico: O que busca uma curadora?dirigido por Diego de GodoyO filme reúne entrevistas com as curadoras participantes, tomando como eixo a pergunta que orienta o processo: o que move uma curadora na seleção e acompanhamento de artistas?

Ao abordar critérios, expectativas, métodos de trabalho e percepções sobre o cenário sul-americano, o documentário oferece aos artistas e ao público um panorama sobre práticas curatoriais contemporâneas, contribuindo para maior compreensão dos circuitos de circulação e inserção profissional.

As oficinas de montagem de portfólio, ministradas por Tiago Gasperin, foram realizadas em sete cidades do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria e Passo Fundo) com o objetivo de fortalecer a profissionalização de jovens artistas e ampliar seu acesso aos circuitos de circulação. As atividades abordaram organização de trajetória, edição de trabalhos, escrita de apresentação e estratégias de envio para editais e curadorias. Como desdobramento, um manual/template para estruturação de portfólio permanece disponível para acesso gratuito no link abaixo, permitindo que artistas utilizem a ferramenta de forma autônoma em seus processos de qualificação profissional.